sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Entrevista com o designer Rogério Abreu -por Felipe Stanque Machado Junior

Prof. Felipe Stanque
1º semestre de 2006 - Curso de Design da UNIJUÍ


De maneira muito simpática e receptiva o designer Rogério Abreu respondeu às perguntas do curso de Design Gráfico da UNIJUÍ. Depois de conhecermos um pouco mais sobre sua trajetória e assistirmos às aberturas de novelas projetadas pelo designer, eu e os alunos e do componente Produção da Imagem III fizemos nossas indagações. Ficamos muito felizes por Rogério ter aceitado o convite para esta entrevista, sendo ele uma grande referência para os futuros designers e para todos os profissionais de videografia.

Dentre os projetos para a Rede Globo nos quais Rogério esteve envolvido, podemos citar as aberturas de O Beijo do Vampiro, Sabor da Paixão, Malhação (versão e marca desde 2002 até maio de 2006), A Grande Família, A Casa das Sete Mulheres, Coração de Estudante, As Filhas da Mãe, O Quinto dos Infernos, JK, Salsa e Merengue, O Clone, Desejos de Mulher, O Sitio do Pica Pau Amarelo e Cabocla.


Nesta entrevista ele aproveita para nos contar um pouco mais sobre seu trabalho e sobre seu projeto de mestrado na PUC Rio, no qual desenvolve de uma metodologia de ensino a ser aplicada especialmente ao design de vídeo nos cursos de graduação.



Daniela Cantarelli – Como foi o início de sua carreira como designer?
Já na própria faculdade (UFSM) no curso de desenho Industrial, programação visual, comecei minhas atividades como estagiário no setor de divulgação da própria instituição de ensino, posteriormente passando por agências de propaganda da cidade de Santa Maria. Após a conclusão do curso fui selecionado como o único estagiário gaúcho para a multinacional "Standart Ogiolvy Mather" no Rio de Janeiro, onde a empresa faz seleções anuais de estudantes em fase final de curso, após o estágio, fui indicado para a Pós Imagem Design onde permaneci por dois anos, sendo convidado pelo grande desenhista Ziraldo para ser designer de sua revista de humor "Bundas", que durou dois anos, após desenvolvi alguns trabalhos para a GAD design em Porto Alegre, e finalmente iniciei minhas atividades na Tv Globo na equipe de Hans Donner como Diretor de Arte de vinhetas de aberturas para a emissora.

Prof. Felipe Stanque – Durante a graduação na UFSM você teve algum contato com vídeo design?
Muito pouco, na realidade sempre fui um curioso e por esta razão sempre estive envolvido em cursos e com profissionais dessa área, destaco no nome do cineasta Sérgio Assis Brasil, onde tive a oportunidade de desenvolver alguns projetos na área de cinema, mas no curso este tipo de atividade era muito restrito, dada a precariedade de recursos, principalmente por ser uma instituição pública muito focada no design gráfico e por ser um curso novo em processo de reestruturação metodológica e curricular.

Rodrigo Padilha – Durante sua formação quais foram as suas fontes de estudos complementares, fora de aula? Quais eram seus “ídolos” profissionais?
Freqüentava muito a biblioteca central da universidade (UFSM) , onde me instruía com bibliografias na área de televisão, cinema e design, participava de eventos nacionais como o tão famoso N Design que é uma ótima oportunidade de conhecer pessoas e assuntos mais focados, além de cursar workshops com profissionais respeitados no cenário profissional nacional e internacional, assinava revistas da área de design e propaganda, e estava sempre buscando cursos de aprimoramento além de participar de pesquisas científicas. Quanto a ídolos, sempre fui um curioso em conhecer mais profundamente o trabalho de Hans Donner (pela fama), o qual acabei trabalhando a seu lado na Tv Globo, David Carson, Milton Nunes um design menos famoso na Tv Globo, mas não menos importante nas criações de vinhetas tendo tanta importância histórica quanto Hans Donner, Gustavo Garnier um super designer e ilustrador que fez parte da equipe de Hans Donner nos anos 80, Pojucan que faz tudo para o Casseta e Planeta, Sandra Kogut uma super videodesigner autoral, Arlindo Machado pesquisador na área de televisão, Sidney Aznar e outros internacionais que hoje servem como fonte de estudos no mestrado que estou fazendo na PUC-Rio onde desenvolvo um projeto de Metodologia para o ensino acadêmico de Videodesign, onde exploro as técnicas de criação, evolução, envolvimento dos projetos como o contexto social e sua relevância como arte utilizando análises na questão de criatividade, recursos de animação e técnicas de criação e produção e teoria da recepção estética.

Jonas Souza – Como conseguiu chegar à Rede Manchete para trabalhar com vídeo design? Quais seus principais projetos naquela emissora?

Na Manchete, por incrível que pareça, fui trabalhar como ator em Mandacaru e acabei fazendo a vinheta de abertura por não existir um departamento nem profissionais desta área na emissora, acabei fazendo a novela como ator e cuidando de toda a parte gráfica e efeitos especiais, desenvolvi mais alguns projetos, mas logo a empresa entrou em processo de falência.

Cínthia Becker Tischer – No que você se inspirou e quanto tempo levou para produzir a abertura de Malhação?
Em todo projeto, seja ele qual for, devemos primeiro entender para que público estamos comunicando, e que tipo de linguagem este público se identifica, como Malhação estava num processo de reestruturação e devido ao seu grande sucesso tanto no Brasil quanto no exterior com o caso de Portugal com o nome de "New Wave", que já perdura por mais de dez anos, me foi passado a responsabilidade de inovar na linguagem gráfica da vinheta de abertura. Através de pesquisas de recursos de linguagem e entrevistas, cheguei a algumas conclusões do tipo, o público curte ver os atores desta novela na abertura, este mesmo público se identifica com velocidade, grafismos modernos, bidimensão, ou seja, nada de tridimensional nem degrades nem nada que lembre o tão conhecido estilo Hans Donner, este público queria algo novo, que lembrasse um pouco o estilo MTV e canais internacionais e houvesse uma identificação imediata, foi um grande desafio transpor regras pré-estabelecidas de linguagem já definidas que é o caso da Tv Globo, onde quase tudo tem um pouco da marca de Hans Donner, o que procurei fazer foi mudar este processo, fugir dessa linguagem e satisfazer visualmente o que o público exigia enquanto visual inovador, fugindo da computação gráfica como fator de primeiro interesse no projeto, busco em meu trabalho deixar os recursos tecnológicos como coadjuvantes e coloco a criatividade como protagonista, sempre. Uma abertura como de Malhação leva em média três meses para ser criada e produzida, neste caso utilizamos fotografia dos atores e temos que dispor de tempo para realizar este trabalho que demanda muito suor para produzir, visto que os mesmo gravam todo dia e é muito difícil convencer o diretor a parar para uma sessão fotográfica.

Cínthia Becker Tischer – Na abertura de “O Beijo do Vampiro” quais softwares foram utilizados?
Foi utilizado além de um story board manual, muitos desenhos sem o auxílio do computador, mais de 8.000 desenhos, os mesmos foram digitalizados, e trabalhados em Ilustrator, Photoshop, após temos a interferência de programas de animação, Studio Max, After Effects e outros de edição.

Barbara Gündel – Em média, quanto tempo você dispensa para desenvolver uma abertura, como por exemplo, a da novela “O beijo do Vampiro”?
No caso do Beijo do Vampiro levamos em média três meses, e cabe aqui ressaltar o nome de Rubinei Abreu, por acaso meu irmão, também formado na UFSM, um super ilustrador diretor de criação do portal Terra em São Paulo e que foi fundamental como colaborador deste projeto trabalhamos arduamente, entre produção de story board, criação e personagens, cenários, digitalização, animação e finalização com a inserção da música.


Daniela Cantarelli – Foi você que redesenhou a abertura de “A Grande Família” em 2006?

Sim, A Grande Família, assim como Malhação que citei em pergunta anterior, sofreu uma grande mudança de direção, e este requisitou a mim que estava desenvolvendo um estilo de trabalho inovando visualmente, uma vinheta de abertura e marca que tivesse uma identificação mais imediata com o programa, busquei através de uma pesquisa de texturas dos cenários "Kitcth" do programa para compor a marca e utilizando articulações e deformações dos próprios personagens na animação, traduzindo a comédia, elemento este presente 100% no programa.


Jonas Souza - Qual é considerado o seu melhor trabalho?

É difícil responder uma pergunta como esta, cada projeto é um filho, com sua personalidade, imagem, e cada um com sua percepção, alguns me trazem recordações inesquecíveis como Coração de Estudante, que apesar da simplicidade da abertura, tem muito de minha personalidade, utilizei materiais para compor as colagens que lembram muito de minha vida, infância, universidade, família, amigos, amores, enfim todos os objetos que usei na abertura eram pessoais e representam momentos muito importantes na minha vida, também não posso deixar de citar projetos como a logo do Big Brother Brasil que foi meu primeiro projeto para a Tv Globo. Quando entrei na emissora, já haviam tentado aprovar esta logomarca, cinco profissionais em mais de quinze propostas, consegui aprovar a minha sugestão na primeira tentativa, e isto foi muito determinante para que eu pudesse conquistar espaço e criar os projetos que se seguiram dando destaque para O Beijo do Vampiro, Sabor da Paixão e a Casa das Sete Mulheres.

Prof. Felipe Stanque – Além de participar da equipe de vídeo design, você já participou de projetos em outros setores na Globo?
Depois que saí da equipe de Hans Donner fui para outros setores experimentar outros departamentos da Tv Globo como efeitos especiais, comunicação,cenografia e direção e arte em produções como Big Brother, Sitio do Pica Pau Amarelo e outros.

Daniela Cantarelli – Onde você busca inspirações para seus projetos? Existe partilha de informações com os designers mais “velhos”, experientes?
Com certeza, sempre trocamos conhecimento, experiência, recebemos e emitimos sugestões, mesmo quando não estamos diretamente envolvidos com tal projeto , indiretamente temos a obrigação de sugerir, opinar, criticar, e receber também quando estamos responsáveis pelo projeto em questão. Esta troca é constante, afinal trabalhamos em equipe e nunca podemos esquecer disso.


Rodrigo Padilha – Dentro da Rede Globo como se dão os processos de criação, briefing, levantamento de idéias, croquis... Enfim, quais são as etapas até se chegar a finalização de uma vinheta, por exemplo?

Quando é lançado o projeto de teledramaturgia, a equipe de produção, autor e diretor se reúnem com o designer que será o responsável por aquele projeto indicado pelo chefe do setor, no caso Hans Donner eo diretor de comunicação e divulgação, nesta primeira reunião é passado o briefing e marcado uma segunda reunião para exposição dos croquis e idéias centrais, a partir dessa aprovação começa o processo de pesquisa de técnicas de criação, animação, recursos de produção e solicitação de profissionais para compor a equipe de execução. Normalmente este processo leva em média três meses.

Rodrigo Padilha – Como todo profissional, sempre a gente sonha com dias melhores, ou seja, crescer dentro do mercado de trabalho. Hoje, com a experiência que você já adquiriu, você almeja abrir uma empresa própria? Se já abriu, poderia falar a respeito?
Hoje, eu trabalho por conta, ou seja, meu vínculo com a Tv Globo é de parceria, sou requisitado para desenvolver alguns projetos, assim como para outras emissoras como MTV, Band e outras internacionais,dessa forma me sinto mais livre para criar e desenvolver outras linguagens, paralelo estou teorizando o videodesign no meio acadêmico, acredito que os dias melhores, se constituem de um dia após o outro, hoje você tem um objetivo, amanhã ele muda radicalmente, no meu caso, sempre sonhei na liberdade de criação e expressão, por isso resolvi deixar de ser funcionário de uma emissora específica para poder explorar mais meu trabalho no campo criativo. Ontem meu sonho era trabalhar com Hans Donner, hoje meu sonho é fazer meu trabalho de maneira profissional e inovadora de forma que meu nome continue sendo requisitado pelos clientes e não ser mais um profissional que vive na sombra de um outro já renomado.


Prof. Felipe Stanque – Rogério, e sobre a regulamentação da profissão de Desenhista Industrial/Designer, qual a sua opinião?

Caro Felipe, não tenho uma posição muito clara quanto a regulamentação da profissão, tendo trabalhado todos estes anos dessa forma não consigo colocar este pré requisito na prática, acho que poderia ajudar e atrapalhar depende do contexto de aplicação, quem sabe quando estivermos nos aposentando esta regulamentação saia do papel, enquanto isso nossa preocupação deve ser em nossa excelência enquanto profissionais, impor para o mercado cada vez mais a necessidade do designer e a importância dessa profissão para o progresso sociocultural e econômico brasileiro.

Prof. Felipe Stanque e Barbara Gündel – Como você percebe a realidade profissional dos vídeo designers no nosso país?
Acredito que ainda é uma profissão muito restrita aos grandes centros urbanos, mas o crescimento é notório e o surgimento de cursos especializados nesta área nos faz sentir o crescente interesse pela renovação profissional e absorção cada vez mais presente com o surgimento de novas emissoras no Brasil assim como o interesse no videografismo por parte do cinema também bastante crescente no país, sou muito otimista e procuro acreditar que cada vez mais os espaços terão se ampliar e precisamos de profissionais especializados para preencher estas necessidades.

Daniela Cantarelli – Qual sua visão sobre o design brasileiro? E sobre o campo de trabalho para os novos designers?
Como respondi na pergunta anterior, sou muito otimista, acredito que cada vez mais o mercado necessitará de presença indispensável da figura do designer, seja na Internet, na programação visual, no produto, na moda, na televisão, cinema, editorial, embalagem, enfim, como estou no mercado há mais de dez anos presenciei a evolução da profissão, assim como a desvalorização de projetos com os avanços tecnológicos e a oferta de profissionais no mercado cada vez maior, há cada ano surgem mais e mais profissionais e a competição passa a ser acirrada exigindo profissionais diferenciados, especializados e competitivos.

Prof. Felipe Stanque – Você está desenvolvendo uma pesquisa de mestrado na PUC do Rio, na qual propõe uma metodologia de ensino para videodesign em universidades. Poderia falar um pouco sobre este projeto?
O videodesign no Brasil é um tema freqüentemente abordado por acadêmicos e estudiosos especializados. A crescente evolução tecnológica e a grande quantidade de projetos práticos relevantes desenvolvidos ao longo das últimas décadas, assim como as técnicas nestes utilizadas, contribuíram para a crescente participação do designer e principalmente, para o crescimento e aprimoramento da qualidade da televisão brasileira. Acrescente-se a isso o fato de que se trata de um assunto polêmico, justamente por envolver a computação gráfica, elemento facilitador e cada vez mais determinante na criação e execução de projetos. Deparamo-nos, assim, com a necessidade de investigação e análise da história recente do videodesign no Brasil, buscando uma compilação de textos sobre o assunto e a teorização ainda pouco existente no meio acadêmico.Em breve histórico sobre o vídeo, sabemos de sua chegada relativamente cedo no Brasil e que o mesmo se tornou muito rapidamente um dos principais meios de expressão das gerações que despontaram na segunda metade do século XX. Em fins da década de 60, apenas dois ou três anos após seu lançamento comercial no exterior, os primeiros modelos portáteis de videoteipe começaram a aparecer no Brasil. Esse equipamento havia sido colocado no mercado pela indústria eletrônica japonesa para uso privado em empresas, visando ao treinamento de funcionários, mas nada impedia que, em determinadas circunstâncias, expectativas industriais pudessem vir com ele a ser atendidas. A simples disponibilidade desse aparato eletrônico abriu espaço para a experimentação em videografismo e o surgimento de gerações de profissionais, promovendo o aprofundamento da função cultural da televisão e o avanço na experimentação das possibilidades da linguagem eletrônica aliada ao design, a partir do envolvimento da computação gráfica. Há, entretanto, que se ressaltar que, apesar de ter havido um grande crescimento no videodesign, propiciando o surgimento de grandes projetos, testemunhamos, paralelamente, críticas justamente pela facilidade de recursos tecnológicos, levando a certo descontrole qualitativo a constante repetição de conceitos . Isso se deve a uma ausência de metodologia especificamente aplicada a esta área do design, o que poderá vir a ser revertido em função de sua própria ciência, seu ensino e aprendizado. Afinal, o design só existe pelo objetivo primordial de unir estética e função.Dessa forma, diante da quase inexistência teórica e metodológica do videodesign no meio acadêmico, este projeto deverá buscar, em sua trajetória a influência da linguagem visual nas vinhetas de aberturas na teledramaturgia brasileira.A justificativa para a realização dessa pesquisa é a necessidade de se refletir sobre o processo videográfico em teledramaturgia, devido à quase inexistência de material teórico produzido sobre esse tema, onde texto, vozes, ruídos e imagens simultâneas se combinam e se entrechocam para compor um tecido de rara complexidade, constituindo a própria evidência estrutural daquilo que modernamente convencionamos chamar de videodesign.Sabemos da crescente produção videográfica desenvolvida no país a partir da década de 60 e da difusão da computação gráfica na década de 80, desenvolvendo técnicas cada vez mais apuradas como recurso para utilização prática para o desenvolvimento dos projetos. Nesse sentido, despontaram projetos e profissionais que se tornaram ícones de uma época, cuja influência no crescimento qualitativo da televisão, fez surgir o vídeodesign comercial. Surgiram produtoras de design especializadas no assunto e emissoras de televisão passaram a criar departamentos específicos para videografismo, treinando e qualificando profissionais, elevando, assim, o nível profissional, diferenciando-se em estilo e conceitos. Os créditos de novelas passaram a ser um show à parte no que se refere à informação visual, gerando polêmicas e críticas como produto. Vinhetas de abertura, apoiadas em logomarcas dinâmicas, reforçaram a sua identidade visual específica, personalizando e conceituando cada emissora, o que gera discussões e contribui para a expressão criativa. Dessa forma, a constante evolução videográfica torna-se cada vez mais presente no contexto social e determinante na qualidade visual de uma programação televisiva. Surge então a necessidade de formação e aprimoramento profissional através da criação de cursos de especialização desta área do design, buscando na pesquisa teórica esse assunto específico, envolvendo a produção que revolucionou a criação do vídeo-imagem, seus aspectos mais importantes, processos criativos, estilos, evolução de técnicas, recursos, curiosidades e profissionais relevantes. A investigação da "magia" que tornou o videodesign um assunto tão discutido e polêmico torna-se necessária para que o aprimoramento, através da pesquisa teórica, conquiste cada vez mais espaço dentro do contexto acadêmico, elevando seu nível de excelência da estrutura do projeto e metodologias de desenvolvimento para a prática profissional.Nesse contexto, por meio de vinhetas de aberturas na televisão, analisaremos, nos mais diferentes aspectos, sua evolução como projeto. Sabemos que, numa produção para a televisão, além da função específica de informação de créditos, uma abertura esteticamente bem elaborada é fator de interesse do público telespectador. Tais créditos deixam de ser protagonistas, integrando a composição como mais um elemento, juntamente com a música, imagem e técnica específicas. Uma vinheta de abertura na televisão é hoje considerada a "embalagem" do programa e sabemos da importância de uma embalagem para o êxito do lançamento de um produto no mercado. Paralelamente, dentro do design e da comunicação, a embalagem é fundamental e, para tanto, à vinheta de abertura, no vídeo, tem sido atribuída a mesma importância, despontando-se como valor de uso e fundamental para o sucesso contextual de uma produção. De fato, essas vinhetas passaram a ser analisadas pelo público e por profissionais especializados como obra merecedora de críticas e considerações. Exemplo disso é o fato de que uma vinheta de abertura há muito deixou de ser vista como uma simples vinheta que marca o início de um programa. Sua importância para a produção a que se destina passou a envolver, inter alia, técnicas e recursos de computação gráfica, animação, edição, trilha musical, relação com produto, preocupação com conceitos, autenticidade, estilo e valores de comunicação. Muitas dessas vinhetas se tornaram relevantes para o contexto social devido ao seu envolvimento com a informação e emoção, revelando artistas, resgatando obras renomadas e estilos dentro das artes, viajando, assim, pela forma dos elementos e natureza através de belas paisagens, colaborando com a memória nacional, resgatando imagens e personagens históricos. Tudo isso aliado às mais diversas técnicas de design.Em suma, pretende minha pesquisa refletir sobre a evolução do videodesign no Brasil através das vinhetas de aberturas em teledramaturgia, utilizando-se, para tanto, do levantamento de fontes primárias e entrevistas para, enfim, organizar informações e analisar o processo como um todo.

Prof. Felipe Stanque – Rogério, um recado para os alunos do Curso de Design da UNIJUÍ...
Sejam sempre sonhadores, acreditem e seu potencial e nunca coloquem limites para seus sonhos, aproveitem esta época mágica acadêmica e procurem experimentar o máximo para que no futuro possam aplicar de forma profissional, investiguem, discutam, produzam, utilizem esta época para efetivamente se preparar para o mercado de trabalho, não esperem se formar para começar a se preocupar com a profissão, a competição é cada vez mais presente e só permanecerá no mercado quem realmente for competitivo, a mediocridade está acabando e os maus profissionais terão que buscar outras possibilidades de sobrevivência, tenham sempre na mente que os números de formandos a cada ano aumenta significadamente e quanto mais preparado estiver este futuro profissional, mais chances terá no mercado.

1 comentários:

Laurinnha disse...

o sor é DEMAIS! .o//

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