terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Ótima leitura: livro "Velocímetro de Emoções".



Que livro bacana!!! Recomendo essa leitura diferente! Passei ótimas horas mergulhado no livro Velocímetro de Emoções do autor Luiz Marinelli Neto


Um livro com dezoito ótimas histórias (ou seriam “estórias”?). A obra é especial pois traz aventuras (em grande parte biográficas, mas reconstituídas com pinceladas de ficção) sempre embaladas por automóveis envolvendo parentes, amigos, garotas, experts da mecânica automotiva e, até mesmo, desafetos do autor. Os carros estão sempre presentes nos contos, mas não são os protagonistas. É uma obra que explica um pouco como foi crescer na capital paulista dos anos 1970 e 1980. Me emocionei de diversas formas: com a alegria e a inocência da infância do narrador, com tristezas e frustrações da indústria automobilística, nas paixões juvenis e da maturidade do autor, na rivalidade e também no companheirismo daqueles que curtem preparar motores ou restaurar antigos bólidos, até no absurdo e na criminalidade que ameaça uma cidade grande como São Paulo. Aqui e acolá podemos reacender a nostalgia da época de ouro dos muscle cars americanos, dos simpáticos DKW-Vemag e outros modelos que fizeram história nas ruas brasileiras. Num dos contos, por exemplo, um neto vai até um asilo e “resgata” o avô, um ex-combatente do exército, nos últimos dias de vida do idoso. O carro do resgate é um Ford Fairlane 1959... Impossível não se emocionar! Noutra aventura, o autor ajuda uma atraente aeromoça, uma viúva, a consertar Ford Mustang dela (tadinha... que dó!). Virando as páginas, lemos o sufoco passado por jovens inocentes e seus carrões fugindo da polícia apesar de não terem feito coisa alguma (eu confesso que essa história, intitulada “Criatividade e Democracia”, me deixou tenso!). Há histórias de inventores e “fuçadores”: um sujeito que transformou um motor V8 em um motor 4 cilindros; outro que resolveu dar uma de “Tesla brasileiro” pois inventou um acessório do motor que acabou com a telenovela do quarteirão... Noutra circunstância, o narrador acaba, sem planejar, tendo uma noite tórrida dentro de um Thunderbird 1964 logo depois de ter levado um tiro, sabe de quem? Não vou dizer! Leia o livro. Aposto que você vai gostar! Abraços e boa leitura. 

:-D